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ECONOMIA: A pesca em Pirambu agoniza

.. enquanto isso não há uma política pública para o setor. A atividade pesqueira em Pirambu já correspondeu ao equivalente a 75% da ec...

sábado, 17 de setembro de 2016

AUMENTO É SACANAGEM...: Não ao abuso dos vereadores e vereadoras

Os vereadores e vereadoras de Pirambu querem aumentar seus próprios salários, do vice prefeito e prefeito.  Isso eh um atentado contra o povo de Pirambu e precisa ser evitado.Eles não trabalham, faltam as sessões e ainda querem dar um tapa na cara do povo.Vamos denunciar esta malandragem de quem não  nos representa.
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Claudomir Tavares

ECONOMIA: A pesca em Pirambu agoniza

.. enquanto isso não há uma política pública para o setor.

A atividade pesqueira em Pirambu já correspondeu ao equivalente a 75% da economia de nosso município,  picos verificados de 1984 a 1999. Neste período Pirambu foi uma das maiores bancas camaroneiras do Nordeste, competindo com centros de Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte.
Já faz mais de 15 anos que a atividade pesqueira cresce como _rabo-de-cavalo_ ao mesmo tempo que os atores sociais que a operam são pouco visionários ou pouco pragmáticos em buscar novas alternativas.

O poder público por sua vez não mostrou vontade política em construir políticas públicas para o setor capaz de apontar respostas a médio e longo prazo. A pesca em Pirambu não é levada a sério.
Organizações como Colônia de Pescadores, Condepi, organismos como Ibama, Secretaria de Pesca, não podem se resumir a gerenciar seu eixo, mas o raio em sua órbita 

Aproxima-se mais uma eleição municipal e nenhum candidato a prefeito  e vereador esboçou qualquer compromisso na  busca de caminhos/saídas  para o setor, apesar dos discursos vazios de alguns pseudos defensores da atividade econômica.

Responsável por elevar Pirambu no cenário da economia  estadual,  a atividade pesqueira declinou e hoje corresponde a menos de 45% da nossa força econômica, mas isso parece preocupar  muito pouco  aos "caçadores de royalties" de ontem e de hoje.
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por Claudomir Tavares

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

SEM SANEAMENTO: Nenhum centavo investido em 14 anos

O município de Pirambu arrecadou desde 2002 mais de R$ 200 milhões em royalties do petróleo e nesse período nenhum  centavo foi investido em saneamento básico. 

Os esgotos da cidade são depositados in natura no Rio Japaratuba em cinco a sete pontos de descartes. O nosso maior patrimônio natural é um deposito de fezes.

André Moura; Juarez/Elinho, Moacir e Antônio Santana; Zé Nilton e Elinho Martins não tiveram a sensibilidade ou vontade política em resolver este gargalo.

Estamos em um período eleitoral e os caçadores de royalties miram em se manter ou retornar à prefeitura.  Enquanto isso, o saneamento básico... Ah,  isso deixa prá lá.
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por Claudomir Tavares

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Artigo: Importante conselho para que Lula cuide rápido de sua segurança pessoa

Pode até ser que eu esteja mesmo exagerando na dose, mas a irracionalidade com que setores mais conservadores, ideologicamente falando, da direita brasileira está com sede de eliminar politicamente a qualquer custo o ex-presidente Lula, pode ser que já esteja na hora de ele procurar cuidar mais de sua própria vida pessoal, melhorar inclusive sua segurança, com os riscos eminentes de alguém em plena loucura matá-lo.

Quando se analisa fatos recentes que vem acontecendo com tanta freqüência com perseguição política até as últimas conseqüências, colocando no jogo até detalhes de sua vida pessoal, conclui-se que os setores mais conservadores e fanáticos sabem do potencial eleitoral que Lula ainda dispõe, sem mesmo fazer campanha, para influenciar as eleições em 2018. E é exatamente nesse detalhe que reside a matéria de preocupação.

Como a mídia não está mais preocupada em apresentar os fatos como notícias que são, mas simplesmente utilizando cada detalhe, cada palavra dita por Lula, cada passo que ele der, como matéria de propaganda política contra o mesmo, e que provavelmente vai chegar o momento que tanta “porrada” não vai mais convencer o povo, outra forma de eliminá-lo politicamente pode ser pensada por algum louco! E isso não pode, e não deve ser desprezado!

Desistir da política Lula não pode mais, mesmo que não seja candidato a nada! Mas mesmo assim ele vai incomodar como aquele indivíduo das cartas particulares de Nicollò Machiavelli, que mesmo que ele se esconda embaixo da cama alguém vai cutucá-lo, principalmente por ter sido Presidente da Republica, e parte dos brasileiros ainda lhe devotarem atenção eleitoral.

Os recados das entrelinhas sobre a possibilidade de uma eminente tragédia vêm sendo dados há muito tempo, e quem gosta de Lula deve aconselhá-lo sobre o assunto mais vezes, para que ele tome uma postura, porque ninguém está querendo nenhum mártir, pois todo mundo que confia politicamente em Lula quer mesmo é que ele seja de novo uma esperança de que o Brasil volte a ser de novo o que foi nos tempos que o próprio governou.

O risco eminente de uma tragédia provocada contra a vida pessoal de Lula nasce porque ele na política brasileira no sentido mais schopenhaueriano da palavra não foi talhado no sangue azul da casa-grande, mas foi resultado como animal político da própria brutalidade da natureza. E isso incomoda muitos, porque os quadros da política brasileira que sempre decidiram os rumos sobre a vida e a morte do povo nasceram em berços esotéricos das terras de Minas prá baixo, e não de Minas prá cima!

Basta ver que os principais personagens citados nas delações premiações da Operação Lava Jato são exatamente os promotores da desordem política em que se encontra o país, e não estão nem sequer perto de serem linchados pela mídia brasileira. Do contrário, eles estão é cobrando que Lula reconheça que é culpado por tudo. Por isso Lula ter cuidado, pois alguém louco pode lhe matar...!

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

ANCELMO GOIS: Extradição de Olga para a Alemanha nazista completa 80 anos este mês

Dia 23, agora, completam-se 80 anos de uma página triste da nossa História. Foi extraditada para a Alemanha nazista, onde foi executada na câmara de gás, aos 34 anos de idade, a militante comunista Olga Benário Prestes. A extradição será tema de um debate, dia 29, no salão nobre do IFCS, da UFRJ, com a participação da filha de Olga e Luís Carlos Prestes, Anita, 79 anos, nascida no campo de concentração de Barnimstrasse.

O que é pouco explorado nessa história é que o Supremo Tribunal Federal, de quem os brasileiros muito esperam neste momento, aprovou o pedido de extradição feito por Getúlio. Aliás, o atual decano do STF, Celso de Mello, disse que a extradição foi um erro, porque “permitiu a entrega de uma pessoa a um regime totalitário, uma mulher que estava grávida”.
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http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/extradicao-de-olga-para-alemanha-nazista-completa-80-anos-este-mes.html

terça-feira, 13 de setembro de 2016

22 e 29/09 - Unir as Lutas para Emancipar a Classe! - Contra os ataques do capital, construir a Greve Geral!

Na ocasião de sua posse, o presidente usurpador Michel Temer, destacou que vai "modernizar as leis trabalhistas, para garantir os atuais e gerar novos empregos”. E como já era de se esperar, o projeto de (contra) reforma trabalhista sinalizado é uma clara mostra de compromisso com os interesses econômicos e políticos dos grupos monopolistas (nacional e internacional), com destaque para a sua fração dominante, os banqueiros. 

O cenário que vamos enfrentar nos próximos anos é de risco real de retrocesso nos direitos e conquistas históricas da classe trabalhadora. O que querem as elites e seu governo “puro sangue” é que as relações de exploração de trabalho voltem aos níveis de antes da década de 40 do século passado, mais precisamente antes da CLT. Não é à toa que o Ministro do Trabalho de Temer, Ronaldo Nogueira (Deputado Federal do PTB-RS e pastor da Assembleia de Deus, indicado pelo presidente do PTB, o ex-Deputado Roberto Jeferson), tem defendido abertamente a tese do “negociado prevalecer sobre o legislado”, terceirizações ilimitadas, jornadas diárias de 12 horas, dentre outros.

Diante de acintosas declarações, as principais centrais sindicais do Brasil, em reunião na última sexta (9), decidiram convocar um Dia Nacional de Mobilização com paralisações, passeatas e marchas em todos os estados. Porém, não se tem uma clareza do que querem, para além, de se dizerem resistentes aos desmontes dos direitos trabalhistas. Há aquelas que apoiam o governo ilegítimo (Força Sindical, UGT, NCST) e dizem esperar que o governo “cumpra os compromissos assumidos”, só não dizem qual foi este compromisso, e aquelas antes governistas (CUT e CTB, que atuaram como contentoras da luta na última década), se dividem em um “esquenta na construção da greve geral” e a palavra de ordem “Diretas já”.

Para a Unidade Classista, as lutas contra o ajuste e as medidas que atacam diretamente os direitos dos trabalhadores e ameaçam a nossa existência imediata e futura, necessariamente devem se articular com a construção de uma Greve Geral no Brasil. Desta maneira estaríamos não apenas criando as condições efetivas para o enfrentamento aos ataques em curso, como para possível reorganização de uma consciência de classe dos trabalhadores, e diminuiríamos o espaço que o conservadorismo logrou impor aos trabalhadores. 

Estamos entrando numa época de intensos confrontos sociais e manifestações sindicais, em meio a crises econômicas e políticas. Porém, acreditar que a crise seja a “fragilização do capitalismo” e, por conseguinte, um “empoderamento da classe” (seja lá o que isto signifique), é superficial e equivocado. 

A crise capitalista e seus efeitos se revertem trágica e imediatamente sobre a classe trabalhadora: nas condições objetivas trazem o aumento do desemprego e a pauperização a ele associado (ampliação do Exercito Industrial de Reserva); o acirramento da exploração capitalista visando retomar e/ou ampliar as formas de extração de mais-valia (da absoluta, com aumento da jornada de trabalho, da idade mínima de aposentadoria, do trabalho escravo, rebaixamento dos salários etc., e da relativa, ampliando a intensidade de trabalho través das chamadas reestruturações produtivas), eufemisticamente ecoado nas grandes mídias como “aumento da capacidade produtiva do país”.

As crises ainda impactam a correlação de forças Capital X Trabalho, justamente a favor do primeiro, visto que os efeitos subjetivos sobre os trabalhadores são de maior inibição e submissão de suas lutas, contribuindo até para gerar melhores condições para implementação dos ajustes e das (contra)reformas estruturais necessárias ao interesse do Capital.

Há ainda que se considerar que da última década do século XX até os dias atuais, período de vigência econômico-político do neoliberalismo no Brasil, consolidou-se na sociedade uma nova base ideológica: o culto de um subjetivismo e de um ideário fragmentador que faz apologia de um individualismo exacerbado, em detrimento as formas de solidariedade e de atuação coletiva e social. A fragmentação opera refrações organizativas na classe trabalhadora e pode levar, especialmente em conjuntura de crise, a formas corporativas de organização e a exclusão de um grande número de trabalhadores da representação sindical.

Considerando o mesmo período observamos uma redução significativa dos indicadores nos números de greves, entendendo estas como mobilizações da classe trabalhadora. Segundo DIEESE, das quase 4000 greves de 1989 passamos a patamares médios de cerca de 700 greves anuais, nos anos de 1990. Em 2004, perto de 300 greves em média e nos anos seguintes, até 2007. Vale lembrar que a última Greve Geral brasileira, foi organizada conjuntamente pela CUT e CGT, a paralisação nacional e geral das atividades foi nos dias 14 e 15 de março de 89, e mobilizou 35 milhões de trabalhadores em todo o Brasil (cerca de 70% da população economicamente ativa) contra a política econômica do Plano Verão e pelo congelamento de preços. A paralisação expressou de forma inequívoca o repúdio dos trabalhadores e da população à política econômica do governo Sarney.

Por isto cremos que as várias manifestações e protestos, por mais justas e aguerridas que sejam, não têm a força necessária para impor uma derrota a avalanche de ataques que estão na pauta do congresso nacional. Somente com a construção da recusa dos trabalhadores, em greve geral, teremos chance de barrar os ataques e abrir um novo ciclo, sob a retomada da iniciativa dos trabalhadores redescobrindo sua força.

Assim, o resultado, muito além da eventual vitória barrando uma ou outra medida, é a criação das condições políticas que tornem possível que os indivíduos de nossa classe se sintam parte de algo maior e que lhes forneçam as condições para as escolhas capazes de enfrentar a barbárie e voltar a sonhar com um futuro emancipado, um futuro socialista.

E para além de unificarmos as marchas, as campanhas e as ações de resistência, também apontamos para a necessidade do movimento sindical, dos movimentos populares e classistas convergirem em um grande diálogo nacional, um novo Encontro Nacional da Classe Trabalhadora (ENCLAT), para a construção de uma plataforma política comum, capaz de potencializar a reorganização do “bloco histórico do proletariado brasileiro” para além da pauta de resistência, unificando as lutas contra o capitalismo e o imperialismo.

Neste sentido, sem qualquer aceno a saídas ilusórias e acordos institucionais, é que nós, da Unidade Classista, convocamos nossos militantes, amigos e simpatizantes, a somarmos forças aos dias 22/09 - (Dia Nacional de Mobilizações) e 29/09 – (Dia Nacional de Paralisação dos Metalúrgicos), e nos fazermos presentes nas greves, paralisações e manifestações que ocorrerão por todo o país.

UNIR AS LUTAS PARA EMANCIPAR A CLASSE!

UNIDADE CLASSISTA, FUTURO SOCIALISTA!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Artigo: O desafio da Saúde Pública na Bahia

Pelo seu tamanho, com uma extensão territorial comparável a países do primeiro Mundo e de escalão mundial do ponto de vista cultural, econômico e político como a França e a Espanha, o Estado da Bahia já deveria a alguns anos obedecer a um planejamento diferente do que existe no momento na área da Saúde Pública.

É difícil considerar a prerrogativa de que os baianos para sobreviverem a determinadas situações de doenças e acidentes devem necessariamente se deslocar para a capital baiana. Se a capital fosse no centro da Bahia daria prá entender, mas como não é, muita gente tem que de favores de grupos políticos viajarem até mais de mil quilômetros até os hospitais de Salvador. É tanto tempo nas estradas e rodovias que as estatísticas comprovam que grande parcela vai a óbito antes de chegarem ao seu destino e a sua esperança de vida.

Como os recursos públicos também são limitados então três alternativas deveriam ser consideradas. A primeira delas seria a possibilidade de haver um processo político capaz de sensibilizar a Bancada Baiana no Congresso Nacional para fazer no mínimo um hospital de médio porte nos chamados territórios de Identidade, com recursos das emendas parlamentares carimbadas.

A segunda e mais simples, já que exigiria menos energia política e menos complexidade também política seria o próprio Estado definir regras regionais de atendimento à população, qualificando e melhorando as estruturas municipais, em parcerias com os municípios, com equipamentos e recursos humanos qualificados e bem remunerados, alimentando a ideia de despolitizar a Saúde Pública, já o que temos é uma verdadeira indústria de votos.

A terceira via e mais urgente, prá gente parar de escrever e opinar sobre assuntos que não faz parte de nossa competência seria o Estado da Bahia criar um hospital de grande porte, com toda a estrutura necessária, sem alongamentos e prolixidades desnecessárias no centro do Estado, ou seja, em Seabra. Criando as condições políticas e administrativas para que nenhum grupo político possa coordenar e favorecer seus eleitores de “currais”, bem como criar a estrutura necessária para que quem saia de qualquer região da Bahia não morra pelos caminhos enviesados dos interesses de uns poucos que se orgulham de serem superiores aos outros. Que não morram nas estradas da Bahia por falta de hospitais e atendimento qualificado!

sábado, 10 de setembro de 2016

NAS RUAS: Jornal O Poder Popupar nª 13

Está no ar a edição nº 13 de O PODER POPULAR, um jornal a serviço das lutas populares e da revolução socialista, editado pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB).
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https://pcb.org.br/portal2/11803

terça-feira, 6 de setembro de 2016

CLAUDOMIR TAVARES: O movimento dos pescadores de Pirambu

Há 30  anos, no dia 06 de setembro de 1986, era deflagrado em Pirambu o Movimento dos Pescadores, que na época denunciava as péssimas condições de trabalho da categoria e os baixos salários divididos entre a tripulação de uma embarcação.

Num momento em que a pesca em Pirambu vive, talvez a pior crise em sua história, o resgatamos este que foi o mais significativo movimento de resistência dos trabalhadores de Pirambu no século passado.

Em 1996 a cidade de Pirambu alcançava um grande surto na sua frota de barcos, acrescentando aos 10 existentes na virada da década de 70 para 90, aqueles vindos de Alagoas, Pernambuco e Ceará. A população aumentava significativamente nos últimos anos, passando dos cerca de 2000 verificados em 1980 para mais de 4000 em 1985.

A “fartura” na produção de camarão elevava Pirambu a condição de uma das mais importantes bancas camaroneiras do Nordeste, com certeza a maior de Sergipe, posição esta que mantinha até o início dos anos 90, até ter início à decadência que se acentuou sobremaneira nos últimos anos.

De toda a produção obtida por um barco de pesca, apenas 10% dela era dividida entre três pescadores (com a mecanização da pesca industrial, o número de pescadores passava de quatro para três em cada uma das embarcações).

Insatisfeitos com esta situação, os pescadores se mobilizaram e procuraram a Colônia de Pescadores Z – 5 para reivindicar que esta se posicionasse ao lado da categoria, ou no mínimo, intermediasse um entendimento no sentido de rever este percentual, bem como alguns itens de segurança nas embarcações.

Proprietário de barco, o presidente da entidade José Salviano Machado Neto não atendeu ao pleito dos pescadores e, ao contrário do que eles pleiteavam, firmou posição em defesa da categoria dos armadores, da qual era também um de seus líderes.

Os pescadores obtiveram o apoio do então secretário da Colônia de Pescadores, Josué Morais de Souza (Irmão Josué). Estava iniciado o embate que se tornava célebre e divisor de águas nas lutas populares e sindicais de Pirambu.

A Josué se juntaram outros pescadores, donos de barcos que não concordavam com tamanha injustiça e lideranças populares que passaram a buscar alternativas de enfrentamento e consolidar a organização dos trabalhadores em empresas de pesca em Pirambu.

Durante todo o mês de setembro, a coordenação do Movimento dos Pescadores (como ficou conhecido) que incluía o secretário geral da Colônia de Pescadores Josué Morais de Souza, Adelmo dos Santos, Heleno Bispo dos Santos, Milton Nascimento dos Santos, José Bonifácio Gomes dos Santos (Padeirinho), Claudomir Tavares da Silva e Vanderley Pereira da Silva, entre outros, procuraram apoio para a causa, recebendo a solidariedade da Federação dos Pescadores de Sergipe, do Sindicato dos Petroquímicos  (SINDIQUÍMICA) de Sergipe, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT). Neste momento, a causa dos pescadores ganhava a simpatia da população e o movimento se ampliava.

O Partido dos Trabalhadores – PT, oficializa apoio ao Movimento dos Pescadores, em Ato Político realizado no dia 14 de setembro de 2006, em que estiveram presentes dirigentes municipais, estaduais e candidatos as eleições gerais, como Tânia Magno – governadora, Antônio Bernardo – vice-governador, Luiz Alberto - senador, Ismael Silva – deputado federal e Neilza Barreto – deputada estadual.

Na mesma velocidade em que chegavam os apoios ao movimento, chegavam as perseguições e cooptações aos seus principais expoentes, com demissões e ameaças.

O Dia da Criança de 1986 em Pirambu foi marcado por mobilização e luta. Reunidos na sede da Colônia  Z - 5, dezenas de pescadores fizeram um balanço do Movimento e definiram as próximas etapas de lutas. Participaram da reunião dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, do Movimento dos Pescadores e do Diretório Municipal do PT, que a época era a única força política do campo popular instalado em Pirambu.

Ficou definido que não haveria recuo e que para cumprir o papel de defesa dos interesses dos pescadores seria necessário a fundação de um Sindicato dos Pescadores, a partir de um processo que represente os interesses e anseios da categoria.

Uma Comissão composta por Josué Morais de Souza, Adelmo dos Santos, Mílton Nascimento dos Santos, José Bonifácio Gomes dos Santos e Heleno Bispo dos Santos foi escolhida para preparar a Assembléia Geral dos Pescadores de Pirambu, em data e local a ser combinado e dado ampla divulgação.

Após um mês e vinte dias de movimento, os pescadores encontram as condições necessárias para organizar uma entidade que pudesse articular as ações da categoria. Reunidos no dia 26 de novembro de 1986, das 09 às 11:30h na antiga Escola Municipal Mário Trindade Cruz, local onde seria instalada posteriormente a Agência do Banco do Brasil.

A reunião foi instalada pela Central Única dos Trabalhadores que se fez representar pelo presidente Edmilson Araújo e outros dirigentes, além de representantes de vários sindicatos de trabalhadores de Sergipe e da Central Geral dos Trabalhadores.

A Capitania dos Portos de Sergipe,que desde o início se posicionou contrário a organização dos pescadores e em defesa dos donos de barcos, enviou um representante do Capitão de Fragata Neil Froes de Almeida, o militar de pre-nome Tadeu. Os pescadores não se deixaram intimidar e por unanimidade fundaram a Associação dos Trabalhadores em Empresas de Pesca de Pirambu (ATEPESCA), entidade pré-sindical Pró-SINDIPESCA.

Foi escolhido para presidir a entidade o pescador Mílton Nascimento dos Santos, contando em sua diretoria com as presenças dos principais líderes do movimento, a exemplo de Adelmo dos Santos, Josué Morais de Souza, José Bonifácio Gomes dos Santos, Heleno Bispo dos Santos e Vanderley Pereira da Silva. Estavam dadas as condicionantes para o fortalecimento do movimento sindical dos pescadores de Sergipe a partir de Pirambu.

Acrescenta-se a este capítulo os desdobramentos que vão resultar na divisão do movimento dos pescadores no ano seguinte, quando nas eleições para a Colônia de Pescadores, a categoria se dividiu entre aquele que representava os interesses dos pescadores e dos patrões.

De um lado, Josué Morais de Souza, apoiado por setores do PT, da CUT e independentes, as mais autênticas lideranças do movimento e do outro lado Vanderley Pereira da Silva, que contava com o apoio da Prefeitura Municipal,a época sob a gestão do prefeito Marcos Lopes Cruz (PFL), dos donos de barcos, dos setores mais reacionários da sociedade e do seu partido, o PCdoB, que seria instalado naquele ano em Pirambu.

Vanderley Pereira elegeu-se e renunciou ao posto meses depois, abrindo as portas para uma Intervenção da Federação na Colônia de Pescadores em 1988, tendo a frente o senhor Abelardo do Nascimento, representante do setor patronal, convocando novas eleições para 1989, desta vez sendo Josué Morais candidato de consenso, inclusive com o apoio de Vanderley e do seu partido, que contava com uma vereadora na cidade, Ivânia Pereira (sua irmã) - o setor patronal e a prefeitura de Pirambu, agora sob o comando de César Vladimir de Bomfim Rocha (PFL), não reuniram as condições de se articular e impedir o triunfo do setor mais combativo do movimento sindical dos pescadores a direção da entidade de classe.

Desde 1989 o mesmo grupo dirige a Colônia de Pecadores, mas a referência de combatividade exauriu-se a partir de 1991 a 1993, há exatos 20 anos, época em que esta não conseguiu avançar no que diz respeito a colocar-se enquanto uma ferramenta de luta em defesa dos pescadores, ainda que tenha se transformado em Sindicato por força da nova Constituição da República Federativa do Brasil de 05 de Outubro de 1988.
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 8* Claudomir Tavares da Silva (45) é professor concursado da rede pública municipal em Pirambu e estadual em Propriá. Licenciado em História, com aperfeiçoamento e especialização em Gestão de Recursos Hídricos (Universidade Federal de Sergipe).

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

18 ANOS: A trajetória e maioridade da SOS Rio Japaratuba

18 ANOS: A trajetória e maioridade da SOS Rio Japaratuba

Fundada em 8 de agosto de 1998, a Organização Sócio - Ambiental Vale do Japaratuba (SOS Rio Japaratuba) comemora em 2016 seus 18 anos de luta e resistência em defesa das causas ambientais e da sustentabilidade na região.

Atualmente integrada à Fórum Poder Popular (Vale do Cotinguiba - desde 2013); a Frente Ambientalista (Sergipe - desde 2015)) e organizada no Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Sócio - Ambiental (IDESA-Brasil - desde 2015); tem consolidado suas ações na realização de seminários (manguezal - importância e preservação - 2007) expedições e encontros (Rio Japaratuba 2009, Pomonga 2015 e EASE 2016) e nas denúncias das agressões ambientais (como Rio das Pedras - desde sua origem)..

A todos e todas que contribuíram com nossa história e parcerias de sonhos e lutas,  o agradecimento eterno..
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SOS Rio Japaratuba

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