HISTÓRIA

08 DE AGOSTO: Dia do Pirambuense

Assim como o 24 de Outubro é o Dia da Sergipanidade, também temos nossos motivos para nos orgulhar Até 2011 Pirambu comemorava o 8 de...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

GENALDO MELO: Michel e Ricardo já decidiram privatizar a saúde no Brasil

Uma iniquidade vem sendo formulada silenciosamente dentro do Governo interino de Michel Temer, ou seja, trabalha-se nos bastidores o discurso prático do desmantelamento do Sistema Único de Saúde (SUS), porque segundo os porta-vozes da mercantilização da saúde no Brasil o Estado é ineficiente para cumprir a prerrogativa constitucional de que saúde é “direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”.

De acordo com notícias recentes, o atual Ministro da Saúde, Ricardo Barros (aquele que disse recentemente que os brasileiros inventam doenças) defende a implantação de um plano de saúde “popular”, no qual os usuários teriam acesso a um conjunto menor de serviços de saúde ofertados pela cobertura mínima exigida pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), pois seu baixo custo melhoraria a sustentabilidade do SUS.

Na verdade essa proposta é uma opção neoliberal, recomendada pelo Banco Mundial, que concebe saúde como “ausência de doença”, e conduz à privatização do setor, pois em nome da eficiência e da eficácia subordina a saúde pública aos imperativos da austeridade econômica.

Nas entrelinhas do discurso do Ministro da Saúde esse pacote de serviços de saúde “populares” necessariamente conduzirá à privatização total do setor, desde o controle dos fundos públicos pelo capital financeiro até a expansão dos seguros privados de saúde como alternativa viável ao sistema público. A mercantilização da saúde será alcançada em todas as esferas que possam ser capturadas pelo setor privado para ampliar seus lucros.

Pela lógica da lucratividade o mercado não vai querer fazer nada de bom grado para o povo, e isso não vai ser bom para os brasileiros, como já não vem dando certo essas receitas neoliberais em outras partes da América Latina. As experiências realizadas pelas privatizações em todos os setores dos serviços públicos essenciais (não somente de saúde) comprovam que está se criando nichos de reserva, e com a saúde pública isso se configurará numa tragédia que se anuncia.

É bom que a sociedade brasileira reaja logo, porque quem pensa demais pode morrer não somente de doença mais também de idiotice. E a idéia de Estado Mínimo na saúde definida pelo Ministro Ricardo Barros e sua turma, é exatamente o contrário da postura do silêncio diante de tudo, pois é resultado de quem não está pensando muito, além da visão do lucro desenfreado. 

Desde que Michel Temer assumiu o Governo interino, e Ricardo Barros com sua equipe o Ministério da Saúde nada mais fazem do que formular as estratégias das idéias práticas dos proprietários dos planos de saúde no Brasil. É a visão mercantilista do lucro, e com doença não se brinca, amigos!

Produtos do Coletivo Japaratuba em Rede chegam ao Museu da Gente Sergipana

Na próxima sexta-feira, dia 12, das 15h às 18h, o Projeto Japaratuba em Rede: Juventude, Cultura e Cadeias Produtivas terá as suas atividades encerradas. A partir daí será a vez do Coletivo Japaratuba em Rede continuar suas ações. O Museu da Gente Sergipana Governador Marcelo Déda será o palco da exposição e comercialização dos produtos confeccionados ao longo do projeto.

Com peças de moda, decoração e utilitários, a terceira e última Mostra Cultura em Rede vai reunir uma diversidade de produtos artesanais que possuem inspirações nas referências culturas do município de Japaratuba. Colares, brincos, bolsas e cachecóis utilizando a técnica do crochê. Batas, panos de prato e toalhas bordados. Sandálias e chapéus de palha. Pulseiras de macramê. Fazem parte da coleção que compõe a linha de produtos do Japaratuba em Rede.

Estes mesmos produtos, seus respectivos artesões e as técnicas utilizadas foram personagens de quatro minidocumentários realizados pelos alguns jovens do projeto durante a oficina de Introdução às Técnicas do Audiovisual. Também no dia 12 teremos o lançamento da linha de produtos e uma Rodada de Negócios, onde comerciantes e lojistas poderão conhecer as peças e fazer encomendas dos diversos produtos.

A terceira Mostra Cultura em Rede faz parte da programação do ‘Agosto Mês das Culturas da Gente’. O Agosto Mês das Culturas da Gente 2016 acontece do dia 05 ao dia 27 de agosto no Museu da Gente Sergipana. Confira a programação completa em: www.museudagentesergipana.com.br.

Japaratuba em Rede
O projeto tem como objetivo contribuir para a educação profissional no campo cultural de jovens de Japaratuba por meio da aprendizagem de conhecimentos técnicos, metodologias participativas e implementação de auto-organização dos grupos baseados nos princípios do cooperativismo e da gestão cultural sustentável, na perspectiva de que os mesmos possam estruturar uma cadeia produtiva da cultura na região que, a longo prazo, viabilize retorno econômico para os beneficiários e para a comunidade em geral e possibilite a manutenção do patrimônio cultural da cidade.

O Japaratuba em Rede é realizado pelo Instituto Banese com o patrocínio da Petrobras e em parceria da Universidade Federal de Sergipe, Sebrae, Senac, Ação Social Professora Elisabete (ASPE), Câmara Municipal de Vereadores, Instituto de Desenvolvimento Humano – Clube de Mães Padre Geraldo e Prefeitura Municipal de Japaratuba.


Saiba mais sobre o Japaratuba em Rede:

GENALDO MELO: Presidente da CNI quer inventar de novo a escravidão no Brasil

Como a lógica do capitalismo é o acúmulo permanente de riquezas independente dos mecanismos utilizados, naturalmente não passou despercebido o discurso recente do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma reunião de empresários propondo a jornada de trabalho para 80 horas semanais.

A lógica do trabalho decente é que todos possam assumir postos de trabalho com condições de ter qualidade de vida para conviver com suas famílias e amigos, para ter lazer e cultura, para praticar esportes, e até mesmo para simplesmente não fazer nada nos momentos de folga, mas ao mesmo tempo contribuir com seu trabalho para que os chamados empreendedores possam além de gerar suas riquezas também ter as condições de pagar salários justos.

Então uma proposta dessa natureza vem como um contraponto ao resultado de toda a história de lutas que foram feitas pelos trabalhadores e suas organizações para melhorar as condições do trabalho, e que teve resultados práticos no mundo do trabalho e na vida das pessoas. 

Uma proposta absurda de aumento da jornada de trabalho para 80 horas em pleno século vinte e um, quando a civilização avançou científica e tecnologicamente é um retrocesso a condição da barbárie humana, que vivemos em séculos passados quando não existiam aparatos modernos de socialização das informações.

A própria sociedade não permitirá isso, mas naturalmente fica de “orelhas” em pé ao saber que ainda existem homens que pensam que ainda podem escravizar outros seres humanos, com o discurso de que os homens são livres, mas apenas para trabalhar.

Um homem que pensa dessa forma é um homem simplesmente doente, porque como outros iguais, deve dizer também que eles próprios trabalham acima de doze horas por dia. Mas perguntem-me quem são os donos das coisas, e porque eles trabalham doze horas por dia? Fazem isso porque eles próprios não tem vida própria além de tesouros infindos que ficam para herdeiros brigarem depois, pois é sempre assim!

É uma lógica infeliz essa! Pois se uma semana tem 168 horas, e um indivíduo é obrigado a trabalhar num mundo livre por 80 horas, porque precisa sobreviver, vão sobrar apenas 88 horas semanais para dormir, para o lazer e a cultura, e para tomar conta de sua família. Então o ser humano deixará de ser humano para ser objeto apenas do trabalho para o acúmulo de riquezas para os outros, principalmente para aqueles malucos que dizem que tem orgulho de trabalhar além das oito horas necessárias por dia.

Mas como tem gente que pensa assim, não sei aonde mesmo vamos chegar! Inovar os conceitos sadio e do trabalho decente e produtivo na nossa modesta opinião é o contrário disso, é exatamente reduzir a jornada de trabalho “produtivo" para 40 horas semanais.

Um ícone a ser saudado: Fidel faz 90 anos

Por Roberto Bitencourt da Silva

O aposentado comandante Fidel Castro Ruz completa 90 anos de idade, em 13 de agosto. Convenhamos, o aniversário do líder cubano corresponde a um acontecimento que merece ser saudado. Um bom motivo, também, para a reflexão política sobre a América Latina.

É difícil fazer comparações em torno da importância de personagens, eventos e processos históricos. A história, enquanto campo de saber, lida em boa medida com as singularidades. As comparações no espaço e no tempo são, no mínimo, controversas.

Mas, arrisquemo-nos a uma observação dessa natureza. No século XX nenhuma liderança política alcançou o status e a proeminência de Fidel, na América Latina. Em toda a nossa história pós-colombiana, talvez seja ombreado apenas por Simón Bolívar, no século XIX.

Me refiro evidentemente a personagens históricos que desenvolveram ações voltadas aos interesses do nosso subcontinente, que se projetaram como símbolos de uma região ciosa por soberania política e econômica, bem como pelo bem-estar dos seus povos.

Fidel Castro foi a principal liderança de uma revolução popular e anti-imperialista, em um país cuja distância da potência estadunidense é inferior a 200 km. Não é pouca coisa. Aliás, tratou-se de um fenômeno épico, heroico, senão mesmo imprevisível.
A simpática Cuba soberana e socialista deixou para trás muito do legado neocolonial imposto pelos EUA: flagrantes injustiças sociais, elevado desemprego e superexploração do trabalho, acentuado racismo, corrupção dos poderes públicos e ofensa à consciência e à dignidade nacional.

Cuba, liderada pelo comandante Fidel, superou o amplo analfabetismo e a miséria que assolavam a maioria da população, para figurar na condição de referência mundial em educação e saúde públicas.

Mas, é claro, as mazelas geradas pelo subdesenvolvimento e o neocolonialismo incidem nas estruturas sociais e econômicas das nações que por esses tipos de experiências passa(ra)m.

Cuba, uma ilha dotada de território pequeno e com limitados recursos naturais, é expressão da força de incidência das chagas do capitalismo subdesenvolvido e periférico, mesmo adentrando experiências distintas de organização da sociedade e do sistema produtivo.

A dependência externa talvez constitua a principal limitação herdada do período pré-revolucionário. Partindo de parco domínio técnico-científico e de uma distorção produtiva revelada pela monocultura do açúcar, Cuba apenas timidamente superou tais limitações em suas forças produtivas. Suas vulnerabilidades são significativas.

Com um histórico de dependência em relação aos EUA e, posteriormente, à antiga União Soviética, hoje suas relações comerciais giram em torno da Venezuela e da China. O absurdo embargo comercial norte-americano, além dos constantes atos de sabotagem e terrorismo patrocinados pelo governo dos EUA, décadas a fio, reforça(ra)m as dificuldades do país (1).

Moniz Bandeira, em estudo sobre Cuba (“De Martí a Fidel: a revolução cubana e a América Latina”), entende que, mais do que um fenômeno político nacional, a revolução cubana é expressão das contradições entre a América Latina e os EUA.
Desse ponto de vista, poderíamos afirmar que nenhum personagem, como Fidel Castro, melhor condensou a denúncia vigorosa contra o imperialismo estadunidense na região, contra a sua agressiva inibição da vontade soberana dos povos latino-americanos. O adágio monroísta da “América para os americanos” encontrou em Fidel um especial e aguerrido adversário.

Fidel Castro é filho das terras latino-americanas. Martiniano, sempre apresentou acentuada veia nacionalista em defesa de Cuba. Também caminhou nas trilhas de Bolívar, pregando a integração latino-americana.

Mas, o comandante é expressão política igualmente universalista. Leitor de Rousseau, Marx e Lenin, sintetiza um pensamento antidogmático, fincado nas especificidades da região, sem desprezo às contribuições intelectuais de outras paragens.
Universalista também no que diz respeito à promoção de sistemáticas e diferentes missões internacionalistas de solidariedade aos povos de nuestra América, da África e da Ásia.

Entretanto, antes de tudo, bolivariano. Poucas lideranças nossas tiveram a capacidade de colocar em prática o apelo do mestre de Bolívar, Simón Rodríguez: “Ou inventamos ou perecemos”. Uma recomendação que norteava o pensamento de Bolívar, como de Fidel.

O comandante é símbolo de uma esquerda latino-americana não colonizada (vale lembrar, amigos, que infelizmente não são apenas as direitas que demonstram tal vício de pensamento). Uma esquerda atenta às especificidades regionais, que entrecruzou o socialismo, com o nacionalismo e o anti-imperialismo.

Fidel liderou inicialmente uma “revolução contra a ordem” imperialista. Depois contra o capitalismo, como assinala Florestan Fernandes (“Da guerrilha ao socialismo – a revolução cubana”), deixando de lado as oligarquias/burguesias nacionais associadas ao capital estadunidense.

Pôs para escanteio um cânone que prevalecia na seara comunista do início da década de 1960, da revolução democrática e anti-imperialista com apoio burguês. Deixou a URSS e os partidos comunistas sovietizados de cabelo em pé e mergulhados na incompreensão.

O comandante Fidel, senão inventou, levou às últimas consequências a combinação do socialismo com o nacionalismo, adotando métodos e lidando com contingências peculiares, que exigiam formulações políticas e intelectuais próprias às situações enfrentadas.

Um “socialismo moreno”, como defendia Darcy Ribeiro para o Brasil. Isto é, um socialismo destituído de dogmas importados, que somente enrijecem a ação e a reflexão política.

O comandante teve a ousadia de liderar a construção do socialismo em um país materialmente pobre, pequeno e cercado pelo gigante imperial do Norte. Os problemas decorrentes para o país caribenho não são poucos e estimulam a reflexão, devido às parcas alternativas abertas para as nossas gentes, na atualidade.

Esquematicamente, de um lado, a superexploração do trabalho, a inexistente ou precária soberania política e de domínio tecnológico, mas com acesso a amplos bens de consumo. De outro, a dignidade nacional, com justiça social, comprometida, no entanto, com restrições técnicas e nas relações internacionais.

Trata-se de uma difícil escolha em nossa região, haja vista a capilaridade da influência dos valores concernentes à sociedade de consumo, à fetichização das marcas das multinacionais no cotidiano dos povos latino-americanos, particularmente no Brasil.

Não obstante, quaisquer ideias que se pretendam sintonizadas com o socialismo e com uma perspectiva que saliente a ruptura da condição periférica no sistema capitalista demandam a reflexão sobre as ideias, o engenho criativo e a ousadia do grande aniversariante, o comandante Fidel Castro.

Roberto Bitencourt da Silva – historiador e cientista político.

https://gz.diarioliberdade.org/america-latina/item/47064-um-icone-a-ser-saudado-fidel-faz-90-anos.html

terça-feira, 9 de agosto de 2016

APESAR DE...: Não participar das eleições, PCB não se omitirá do debate político.

Não parricipar das eleições municipais, seja disputando mandados ou apoiando candidatos A ou B, foi uma opção política do PCB em Pirambu, que não obstante, estará presente nas lutas políticas dialogando com a população, não se descuidando da educação política de sua militância, ao tempo em que se manterá articulado com os movimentos sociais.

E para clarear os próximos passos de sua militância, será realizado nesta sexta-feira, 12, a 24ª Reunião Plenária do 2° Comitê Municipal, quando estará em pauta demandas políticas e organizativas. As resoluções serão publicadas na próxima edição do jornal "Comuna de Pirambu", em sua edição de agosto de 2016.
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por PCB/Pirambu

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